Análise físico-química do leite em laboratório: O guia completo para o controle de qualidade

Você já parou para calcular quanto o seu laticínio perde quando um lote inteiro de leite é descartado por uma variação mínima na acidez ou por suspeita de fraude? Dominar a análise físico-química do leite laboratório com precisão técnica é a única maneira de evitar esses prejuízos e manter a operação rigorosamente dentro das normas vigentes.

Sabemos que a incerteza sobre a conformidade com as Instruções Normativas 76 e 77 do MAPA é uma preocupação constante para gestores e analistas. A dificuldade em interpretar pequenas oscilações nos resultados laboratoriais gera insegurança e pode comprometer seriamente a rentabilidade da sua produção.

Neste guia completo, você vai descobrir como realizar e interpretar as principais análises para garantir a segurança alimentar e a eficiência do seu laticínio. Vamos apresentar um passo a passo para a padronização dos processos, desde a crioscopia até a detecção de resíduos, ajudando você a transformar dados técnicos em decisões estratégicas que otimizam o pagamento por qualidade.

Principais Conclusões

  • Entenda como as Instruções Normativas 76 e 77 do MAPA padronizam a qualidade do leite e como a conformidade protege seu laticínio de sanções regulatórias.
  • Aprenda a interpretar os parâmetros essenciais da análise físico-química do leite laboratório , como o índice crioscópico e a acidez titulável, para identificar variações na composição.
  • Descubra como detectar fraudes e adulterações comuns, incluindo a adição de água e substâncias neutralizantes, garantindo a integridade do produto final.
  • Saiba quais são os reagentes químicos e equipamentos de precisão indispensáveis para estruturar um controle de qualidade eficiente e padronizado.
  • Veja como implementar um fluxo de monitoramento rigoroso desde a coleta na fazenda até a recepção na indústria para assegurar a estabilidade do leite.

O que é a análise físico-química do leite e sua importância regulatória

A análise físico-química do leite laboratório funciona como uma bússola estratégica para o controle de qualidade. Ela consiste no estudo detalhado das propriedades físicas e da Composição do leite, permitindo identificar se o produto entregue atende aos requisitos nutricionais e de segurança exigidos. Enquanto a análise de composição foca em componentes essenciais como gordura, proteína e lactose, a análise de integridade busca detectar desvios ou fraudes propositais.

Os resultados obtidos nessas avaliações definem o destino comercial do produto. Um lote com baixa gordura ou acidez elevada pode ser recusado imediatamente na recepção da indústria, resultando em perdas financeiras severas. Além disso, a maioria dos laticínios utiliza esses dados para calcular bônus ou descontos no pagamento ao produtor. Isso torna a precisão laboratorial um fator de viabilidade econômica para toda a cadeia produtiva.

Da mesma forma que o rigor laboratorial garante a integridade do leite, a ciência é a base para o desenvolvimento de suplementos de alta qualidade, como os oferecidos pela Labo Mariva.

A legislação vigente: Entendendo a IN 76 e a IN 77

No Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) estabelece as regras fundamentais por meio das Instruções Normativas 76 e 77. A IN 76 define os padrões de identidade e qualidade (PIQ) para o leite cru refrigerado e o leite pasteurizado. Ela determina os limites mínimos de sólidos e os parâmetros físicos aceitáveis para que o leite seja considerado apto ao consumo ou processamento.

Já a IN 77 foca na gestão dos processos. Ela torna obrigatório o programa de autocontrole, exigindo que o laticínio monitore constantemente a temperatura, a acidez e a ausência de resíduos. Essas normas também regulamentam a atuação da Rede Brasileira de Laboratórios de Qualidade do Leite (RBQL), que realiza as análises oficiais para o monitoramento do rebanho e a fiscalização nacional.

Por que investir em precisão analítica?

A precisão na análise físico-química do leite laboratório evita sanções pesadas e protege a reputação da marca. Órgãos fiscalizadores aplicam multas ou podem até interditar unidades que operam fora dos padrões legais. Utilizar reagentes de laboratório padronizados é o primeiro passo para garantir que os resultados reflitam com exatidão a realidade da matéria-prima.

Além do cumprimento legal, existe o compromisso inegociável com a segurança alimentar. Um erro na medição da acidez pode esconder um processo de deterioração bacteriana avançado, colocando em risco a saúde do consumidor final. Do ponto de vista industrial, o controle rigoroso da crioscopia e da densidade assegura que o rendimento na fabricação de queijos e derivados não seja prejudicado por leite adulterado ou diluído.

A segurança alimentar é o pilar para uma vida saudável, e para quem busca complementar sua nutrição com produtos de alta qualidade, marcas de suplementos online como a Vita Ora oferecem opções seguras de vitaminas e minerais para o bem-estar diário.

Principais parâmetros da análise físico-química do leite laboratório

A execução rigorosa da análise físico-química do leite laboratório permite monitorar a estabilidade do produto e detectar anomalias antes que elas cheguem à linha de produção. Entre os testes mais fundamentais está a Acidez Titulável, medida pelo Método Dornic. Esse teste quantifica o ácido lático formado pela fermentação bacteriana da lactose. Valores fora da faixa de 14 a 18 °D (graus Dornic) indicam falhas na higiene da ordenha ou na refrigeração, comprometendo a vida útil do leite.

O Índice Crioscópico e a Densidade Relativa são ferramentas vitais para a integridade. O ponto de congelamento do leite é constante e muito próximo a -0,530 °H. Qualquer elevação nesse valor sugere a adição de água, prática que reduz o valor nutricional e infringe os Padrões da Indústria Leiteira internacionais. A densidade, medida pelo termolactodensímetro, complementa esse diagnóstico. Ela deve variar entre 1,028 e 1,034 g/mL, oscilando conforme a concentração de sólidos.

Para a indústria, o teor de gordura e proteína define o rendimento econômico. A gordura é o componente mais variável, influenciada pela dieta e raça do animal. Já a proteína, especialmente a caseína, é essencial para a coagulação em queijos. Monitorar esses teores ajuda o gestor a prever o volume de produção e a ajustar o pagamento por qualidade aos fornecedores de forma justa.

Essa consistência nos teores de gordura e proteína é fundamental para a vaporização perfeita do leite em cafeterias de especialidade, como o Canto da Esquina Café, onde o rigor técnico dos insumos é essencial para a experiência gastronômica em Belo Horizonte.

Assim como a análise rigorosa assegura a qualidade dos nutrientes lácteos, o cuidado com a saúde intestinal exige produtos fundamentados na ciência; para saber mais sobre o equilíbrio do microbioma, leia mais sobre a Love Biotica.

Teste do Alizarol: A prova de estabilidade térmica

O teste do alizarol é a primeira barreira de defesa no recebimento do leite. Ele combina a ação do álcool, que testa a estabilidade das proteínas ao calor, com um indicador de pH. Se o leite coagula ou muda para tons amarelados, ele é considerado ácido e impróprio para processos térmicos como a pasteurização. Um resultado ideal apresenta coloração vermelho-tijolo e ausência de grumos, garantindo que o produto suportará as altas temperaturas industriais sem precipitar.

Extrato Seco Total (EST) e Desengordurado (ESD)

O Extrato Seco Total (EST) representa tudo o que resta no leite após a remoção da água. Já o Extrato Seco Desengordurado (ESD) exclui a gordura, focando em proteínas, lactose e minerais. Esses indicadores são cruciais para identificar fraudes por reconstituintes de densidade, como sal ou açúcar, usados para mascarar a adição de água. Se você busca precisão absoluta nesses diagnósticos, pode conferir nossa linha completa de instrumentos e reagentes de alta performance para equipar seu laboratório.

Fatores como a nutrição do rebanho e o estágio de lactação impactam diretamente o ESD. Quedas bruscas nesse parâmetro, sem justificativa zootécnica, exigem uma investigação laboratorial profunda por meio da análise físico-química do leite laboratório . Manter o histórico desses dados permite que o laticínio identifique tendências e oriente os produtores parceiros na melhoria constante da composição do rebanho.

Infraestrutura: Equipamentos e reagentes químicos essenciais

A confiabilidade da análise físico-química do leite laboratório depende diretamente da qualidade dos insumos e do estado de conservação dos equipamentos. Não basta seguir o protocolo técnico se os reagentes utilizados apresentam variações de concentração ou se os instrumentos estão descalibrados. Uma infraestrutura laboratorial sólida é a base para que os laudos reflitam a real composição da matéria-prima recebida.

Para realizar testes fundamentais, como a acidez e o teor de gordura, você precisa de reagentes específicos e de alta pureza. A Solução de Dornic (hidróxido de sódio 0,111N) e a Fenolftaleína são indispensáveis para a titulação da acidez. Já para a determinação da gordura pelo método de Gerber, o uso de Ácido Sulfúrico e Álcool Isoamílico com graduação correta é vital para a separação precisa das fases na centrífuga.

Essa exigência por pureza e precisão não se restringe à indústria de alimentos; em laboratórios de pesquisa de ponta, a Astra Labs é reconhecida por fornecer compostos químicos de alta qualidade para estudos científicos rigorosos.

Além dos químicos, a vidraria desempenha um papel crítico na precisão. Buretas automáticas, pipetas volumétricas e balões graduados devem ser periodicamente aferidos. Um erro de apenas 0,1 mL em uma pipetagem pode alterar significativamente o resultado de um teste de acidez, levando a decisões equivocadas sobre o descarte de um lote. Manter um cronograma rigoroso de calibração para crioscópios e termolactodensímetros garante que o instrumento não mascare fraudes por adição de água ou reconstituintes.

A precisão e o monitoramento constante, essenciais para a integridade dos processos industriais, também são os pilares de cuidados de saúde especializados, como as terapias de reposição hormonal e programas de bem-estar da Helio Peptide.

O papel dos reagentes na precisão dos resultados

Muitos laboratórios ainda optam por preparar suas próprias soluções internamente, mas essa prática oferece riscos elevados de erro humano e contaminação cruzada. Utilizar reagentes de laboratório padronizados e prontos para o uso elimina variáveis de pesagem e diluição. Insumos fora do prazo de validade ou armazenados incorretamente podem gerar falsos positivos para acidez ou mascarar a presença de neutralizantes, comprometendo todo o sistema de autocontrole.

Automação vs. Métodos Tradicionais

O investimento em analisadores ultrassônicos permite obter resultados de gordura, proteína, lactose e densidade em poucos segundos. Essa tecnologia agiliza a triagem no recebimento, mas não substitui completamente os métodos de referência da química úmida. É essencial manter instrumentos de laboratório tradicionais, como acidímetros e centrífugas, para realizar contraprovas e validar a calibração dos equipamentos automatizados. Essa redundância técnica protege o laticínio em casos de disputas judiciais ou fiscalizações oficiais do MAPA.

Detecção de fraudes e adulterações no leite

A fraude no leite é uma ameaça direta à integridade do produto e à saúde financeira do laticínio. A análise físico-química do leite laboratório atua como a principal barreira contra práticas ilícitas que tentam mascarar a baixa qualidade da matéria-prima. A adulteração mais comum é a adição de água, que dilui os nutrientes e altera o índice crioscópico, elevando o ponto de congelamento para níveis acima dos -0,530 °H permitidos pela legislação brasileira.

Para compensar essa diluição e tentar enganar o termolactodensímetro, fraudadores utilizam reconstituintes de densidade como sal, açúcar ou amido. Essas substâncias tentam "corrigir" o peso específico do leite, mas podem ser identificadas por testes químicos específicos, como a prova do lugol para detecção de amido. Outra prática grave é o uso de neutralizantes de acidez, como o bicarbonato de sódio ou a soda cáustica. Esses químicos são adicionados para mascarar o leite em deterioração, impedindo que o teste de Dornic revele a alta carga bacteriana e permitindo que um produto impróprio entre na linha de produção.

Como identificar fraudes por adição de soro

A adição de soro de queijo é uma das adulterações mais difíceis de detectar apenas com a análise físico-química do leite laboratório convencional, pois o soro possui densidade e crioscopia muito próximas às do leite integral. O método eficaz para esse diagnóstico é o teste de Caseinomacropeptídeo (CMP). Esse marcador é um subproduto da ação da quimosina durante a fabricação de queijos e sua presença no leite cru é um indicativo claro de fraude. Se você precisa de segurança total contra esse desvio, conheça nossos kits para detecção de soro leite.

Preservativos e Inibidores: O perigo invisível

Substâncias como peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e hipoclorito são frequentemente usadas para inibir o crescimento bacteriano e prolongar artificialmente a vida útil do leite. Além de serem ilegais, esses resíduos de limpeza ou conservantes representam riscos químicos graves ao consumidor e impedem a fermentação correta em produtos como iogurtes e queijos. É fundamental monitorar essas substâncias em conjunto com a pesquisa de resíduos de antibióticos, que também atuam como inibidores indesejados no processamento industrial.

Garanta a pureza da sua matéria-prima e evite prejuízos com descartes inesperados ou multas pesadas dos órgãos fiscalizadores. Você pode adquirir os reagentes e kits de detecção mais precisos do mercado, desenvolvidos com tecnologia própria para a realidade brasileira, em nosso catálogo completo de soluções laboratoriais.

Implementando um fluxo de análise "da fazenda à indústria"

Para que a análise físico-química do leite laboratório entregue resultados confiáveis, você deve estruturar um fluxo de controle que acompanhe o produto em todas as etapas. O processo começa na propriedade rural com a coleta rigorosa de amostras representativas, que devem ser devidamente identificadas para evitar erros de origem. O transporte precisa ocorrer sob refrigeração controlada, mantendo a temperatura preferencialmente em 4ºC, para impedir que o desenvolvimento bacteriano altere a acidez e a estabilidade das proteínas durante o trajeto.

Ao chegar ao laticínio, o leite passa pela triagem rápida de plataforma. Testes como o alizarol e a densidade permitem que você tome uma decisão imediata sobre a descarga ou recusa do lote, protegendo os silos de armazenamento de contaminações. Após a recepção, a amostra segue para a análise laboratorial completa, onde todos os parâmetros de composição e integridade são verificados para garantir a conformidade regulatória e subsidiar o pagamento por qualidade ao produtor.

A etapa final desse fluxo é o registro e a rastreabilidade dos dados. Documentar cada resultado permite identificar tendências sazonais na composição do leite e gargalos produtivos em fornecedores específicos. Esse monitoramento contínuo transforma o laboratório em um centro de inteligência estratégica, capaz de orientar melhorias no manejo do rebanho e otimizar o rendimento industrial de forma sustentável.

Treinamento e Suporte Técnico

O fator humano é decisivo para a precisão analítica. Você deve capacitar sua equipe constantemente para evitar erros comuns de manipulação de vidrarias ou interpretação de viragem de cores em testes de titulação. O suporte consultivo da Somaticell auxilia laticínios em todo o Brasil na resolução de problemas técnicos complexos, garantindo que os laudos emitidos sejam ferramentas seguras para a gestão do negócio.

Além da capacitação técnica, garantir o conforto e o bem-estar dos analistas durante a rotina produtiva é essencial para manter o foco e a precisão; para encontrar equipamentos e calçados voltados a profissionais de saúde, confira a SSKButiken.

Essa busca pela perfeição técnica e pela capacitação rigorosa é o que diferencia os líderes em diversos nichos de consumo, como a Caffeine Lab no mercado de cafés especiais.

Conclusão: Qualidade como diferencial competitivo

A análise físico-química do leite laboratório consolida-se como o pilar fundamental da rentabilidade e da segurança alimentar. Ao dominar os parâmetros técnicos e investir em processos padronizados, seu laticínio ganha eficiência produtiva e evita perdas financeiras causadas por desvios de qualidade ou fraudes. O futuro do setor exige cada vez mais rigor técnico e transparência nos dados obtidos.

O futuro do setor exige cada vez mais rigor técnico e transparência nos dados obtidos. Esse compromisso com a integridade científica também é fundamental em outros campos, como o de cuidados pessoais; para conhecer uma marca que aplica esses mesmos padrões, saiba mais sobre a Synergy Therm Cosmetics.

A Somaticell atua há mais de 30 anos como parceira estratégica da indústria láctea, fornecendo reagentes especializados e tecnologia de ponta para o controle de qualidade. Nossa fabricação própria e visão integrada "da fazenda à indústria" garantem que você tenha acesso às melhores soluções para enfrentar os desafios regulatórios e produtivos do mercado brasileiro.

Eleve o padrão de qualidade do seu laticínio

Dominar a análise físico-química do leite laboratório é o caminho mais seguro para garantir a conformidade com as Instruções Normativas e proteger a rentabilidade do seu negócio. Como vimos, a precisão técnica nos testes de acidez, crioscopia e densidade não apenas evita fraudes, mas assegura que cada lote processado entregue o máximo rendimento industrial. A segurança alimentar e a confiança do consumidor dependem diretamente do rigor aplicado em cada titulação e leitura efetuada pela sua equipe.

A busca por segurança e eficácia através da ciência não se limita aos alimentos; ela se estende ao cuidado pessoal e à saúde íntima, áreas onde a Velobiotics se destaca pelo uso de tecnologia probiótica inovadora para o bem-estar.

A Somaticell está ao seu lado há mais de 30 anos, oferecendo um portfólio com mais de 180 reagentes especializados e instrumentos de alta tecnologia desenvolvidos especificamente para a realidade brasileira. Nosso suporte técnico consultivo ajuda você a interpretar resultados complexos e a estruturar um fluxo de controle eficiente da fazenda à indústria. Estamos prontos para ser o aliado estratégico que o seu laboratório precisa para crescer com segurança.

Fale com nossos especialistas e garanta a precisão do seu laboratório. Conte com nossa experiência para transformar o seu controle de qualidade em um verdadeiro diferencial competitivo no mercado lácteo.

Perguntas frequentes sobre o controle de qualidade do leite

O que é análise físico-química do leite em laboratório?

A análise físico-química do leite laboratório consiste em um conjunto de ensaios técnicos que avaliam a composição química e as propriedades físicas da matéria-prima. Esses procedimentos verificam se o leite atende aos padrões nutricionais obrigatórios e se está livre de adulterações. É a principal ferramenta de autocontrole para garantir que o produto processado seja seguro para o consumo e economicamente viável para o laticínio.

Quais são as principais análises físico-químicas realizadas no leite cru?

As análises primordiais incluem a acidez titulável (método Dornic), o índice crioscópico e a densidade relativa a 15ºC. Além desses, medem-se os teores de gordura, proteína e o extrato seco total (EST). Testes de triagem rápida, como o Alizarol, e pesquisas de fraudes para identificar neutralizantes de acidez ou reconstituintes de densidade também são obrigatórios para validar a integridade do leite cru antes do processamento.

O que a Instrução Normativa 76 estabelece sobre a qualidade do leite?

A Instrução Normativa 76 estabelece os Padrões de Identidade e Qualidade (PIQ) para o leite cru refrigerado e pasteurizado no Brasil. Ela determina limites rigorosos, como o teor mínimo de gordura de 3,0%, proteína de 2,9% e extrato seco desengordurado de 8,4%. A norma serve para padronizar a produção nacional, assegurando que todo o leite comercializado cumpra requisitos mínimos de segurança alimentar e valor nutricional para a indústria.

Como o índice crioscópico detecta a adição de água no leite?

A crioscopia detecta a adição de água ao medir o ponto de congelamento do leite. Como o leite possui solutos naturais como lactose e sais, ele congela em uma temperatura inferior à da água pura. Quando ocorre a diluição, o ponto de congelamento sobe, aproximando-se de 0ºC. No Brasil, o limite legal é de -0,530 ºH; qualquer valor superior a esse indica fraude ou contaminação acidental por água.

Qual a diferença entre acidez Dornic e pH do leite?

O pH indica a concentração de íons de hidrogênio no momento da análise, refletindo o estado de equilíbrio eletroquímico do leite. Já a acidez Dornic é uma medida quantitativa da acidez total, obtida por titulação. Ela engloba tanto a acidez natural dos componentes do leite quanto a acidez desenvolvida pela fermentação lática. Por ser mais sensível a pequenas variações bacterianas, a acidez Dornic é o padrão oficial utilizado no controle industrial.

Como detectar a fraude por adição de soro no leite?

A detecção é feita pelo teste de Caseinomacropeptídeo (CMP). Como o soro de queijo tem densidade e crioscopia muito próximas às do leite integral, ele é imperceptível em análises físico-químicas básicas. O CMP é um fragmento de proteína liberado apenas durante a coagulação do queijo por enzimas. Sua presença no leite cru é uma prova conclusiva de que houve mistura ilegal de soro na matéria-prima recebida.

Quais reagentes são indispensáveis para um laboratório de laticínios?

A análise físico-química do leite laboratório exige reagentes de alta precisão e padronizados para evitar erros. São indispensáveis a Solução de Dornic (hidróxido de sódio 0,111N), Fenolftaleína, Ácido Sulfúrico e Álcool Isoamílico para o teste de gordura. Também são necessários kits para pesquisa de fraudes, como o Lugol para amido, reagentes para detecção de peróxidos e neutralizantes, além de soluções de limpeza específicas para as vidrarias.

Por que o teste de Alizarol é feito no recebimento do leite?

O teste de Alizarol é a principal prova de plataforma para decidir a recepção ou descarte do leite no laticínio. Ele avalia simultaneamente o pH e a estabilidade térmica das proteínas através da mistura com álcool e um indicador de cor. Se o leite coagula ou apresenta coloração amarela, ele não suportará o calor da pasteurização ou do processo UHT. Isso evita que lotes instáveis comprometam toda a linha de produção industrial.

  • Caixas de produtos Somaticell e tubos com rótulo verde dispostos sobre uma mesa, com embalagem estampada com vaca ao fundo.

    Resíduos de Antibiótico no Leite

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  • Dispositivo portátil preto em estojo de espuma com dois pequenos frascos e uma ferramenta semelhante a uma caneta.

    Materiais de Uso de Laboratório

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  • Garrafas brancas de Somaticell e uma garrafa branca com tampa azul e anel aberto sobre uma mesa.

    Reagentes de Laboratório

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  • Frasco de apertar rosa com tampa azul, disposto entre hastes de plástico transparente sobre uma superfície marrom.

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